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Vendas no cartão para uma pequena empresa, será que vale a pena?

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Essa é uma pergunta pertinente. Se esse é seu dilema no momento, saiba que a maneira como você cobra seus clientes pode revelar muito sobre o faturamento de sua empresa.

 

Para um pequeno negócio, vale ou não vale a pena realizar suas vendas por meio de cartões de débito ou crédito?

 

Acredite, a resposta para esta questão é um item estratégico.

 

 

O que o mercado diz sobre isso

 

  • Em 2016, a consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) identificou que 79% dos brasileiros preferem realizar suas compras pagando com o cartão de crédito.

 

  • Nesse mesmo período, o SEBRAE realizou uma pesquisa apontando que as vendas no cartão são uma realidade em apenas 39% das micro e pequenas empresas.

 

  • O levantamento do SEBRAE também identificou que, dentre as pequenas empresas que oferecem essa forma de pagamento, foram identificados três indicadores positivos: 1 – Aumento de 71% na satisfação dos clientes; 2 – Aumento de 57% nas vendas; 3 – Aumento de 55% no faturamento.

 

 

Vantagens e desvantagens da venda no cartão

 

Vantagens:

  • Maior satisfação dos clientes
  • Crescimento nas vendas
  • Aumento no faturamento
  • Mais facilidade e economia no controle de recebimentos
  • Reduz a necessidade de oferecer crediário próprio
  • Transferência do risco de inadimplência às operadoras
  • Ganho em segurança na comparação com dinheiro e cheque
  • Possibilidade de oferecer serviços adicionais na maquininha

 

Desvantagens:

  • Conforme o equipamento, além das taxas pagas em cada transação, há outros custos mensais
  • Há taxas para venda no crédito à vista e outras maiores para o crédito parcelado
  • Tarifas são obrigatoriamente assumidas pelo empreendedor, que não pode repassar ao cliente, diferenciando preços
  • Tende a aumentar a necessidade de capital de giro devido ao maior prazo para receber
  • Para receber os valores antecipadamente, o custo costuma ser alto
  • Exige atenção redobrada ao efetivar a transação para evitar fraudes

 

 

Quanto custa vender no cartão?

Vender no cartão gera um custo que é próprio desta modalidade de venda, e provavelmente é maior do que qualquer outra forma de pagamento.

 

Afinal, será preciso desembolsar com a aquisição ou aluguel da máquina, uma provável mensalidade, tarifas de instalação, manutenção e taxas por transação.

 

Mas será que todos esses custos são impeditivos determinantes para uma pequena empresa? Bom, os dados da pesquisa do SEBRAE sugerem que não.

 

Sobre os custos com as vendas no cartão, existem dois grupos de despesas:

 

1 – A escolha da máquina

2 – As taxas aplicadas

 

 

Sobre a escolha da máquina

São três os principais modelos de máquinas oferecidos pelo mercado:

 

– Máquina convencional

Essa modalidade de máquina está ligada à rede elétrica e telefônica, recebe cartões com chip e tarjas magnéticas.  Ela pode ficar localizada em um lugar fixo, em cima de um balcão, por exemplo, ou também numa versão móvel. Ela aceita um maior número de bandeiras e ainda pode agregar serviços adicionais como a recarga de celular.

 

– Leitor conectado ao celular

Para poder funcionar, vai depender da conexão com um smartphone, na maioria das vezes através da tecnologia Bluetooth, e é operada por meio de um aplicativo específico. É um aparelho pequeno e flexível, cabe até dentro do bolso.

 

– Máquina que conecta ao wi-fi

Esse tipo de máquina também se conecta à internet pelo wi-fi e possui um chip próprio para pacotes de dados, dispensando o uso de celular para efetivar qualquer transação.

 

 

Para obter uma máquina de cartão em seu estabelecimento, é possível alugá-lo ou adquiri-lo

 

Desta forma, algumas informações importantes:

 

1 – A máquina convencional não poderá ser adquirida, apenas alugada. Para fazer uso desse aparelho, será preciso arcar com dois custos, o da adesão e a mensalidade, ambos superiores a R$100,00.

2 – O leitor de cartão poderá ser adquirido e é possível encontrá-lo por valores entre R$200,00 R$400,00. Não existe taxa mensal a não ser as relativas às transações.

3 – A máquina com conexão wi-fi não pode ser alugada. O valor da aquisição gira entre R$500,00 e R$800,00, a depender do modelo que varia e oferece uma variedade de recursos interessantes, como a possibilidade de enviar comprovante de transação via SMS.

 

 

Taxas por transação

Independente do modelo de máquina a se escolhido, todas possuem taxas:

 

Máquina convencional: Em relação ao valor da venda, 2% para as transações no débito e 2,5% no crédito. Para as vendas a prazo, existe uma tarifa para a abertura do parcelamento e outra sobre cada parcela, ambas em torno de 4%.

Leitor de cartão e máquina com wi-fi: Ambos possuem taxas semelhantes, 3% no débito e 4% no crédito. Quando a venda é parcelada, a taxa é de aproximadamente 3% sobre as parcelas.

 

 

Prazos de recebimento

Este é um dado importante na hora de analisar a opção de vender no cartão dentro de sua estratégia financeira e de vendas.

Quando a venda ocorre no débito, a maioria das operadoras libera o recurso em até um dia útil. Já no crédito, a prática mais comum no mercado é liberar os valores em até 31 dias corridos.

As operadas oferecem a possibilidade de antecipar os valores recebíveis, no entanto existem taxas que são aplicadas sobre essa solicitação.

 

 

É melhor oferecer crédito, débito ou os dois?

Alguns dados importantes sobre uma pesquisa realizada pelo Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro, realizada em 2015 e elaborada pelo Banco Central:

 

  • Em um ano, houve um aumento de 9% no volume arrecadado com transações em cartão de crédito.
  • O mesmo levantamento apontou um aumento de 15% no total de operações realizadas no débito.

 

A partir da leitura desses dados do Banco Central juntamente com a pesquisa da PwC, fica fácil perceber sobre a preferência do consumidor pelo cartão, cada vez mais crescente.

 

 

Enfim, vale ou não vale a pena vender no cartão?

Listamos 8 pontos importantes que devem influenciar sua decisão:

 

1 – Avalie a necessidade de ter uma máquina de cartão;

2 – Pesquise qual modelo entre os disponíveis atende melhor o seu negócio;

3 – Após escolher o tipo de máquina, veja qual operadora tem as melhores taxas;

4 – Faça as contas e veja se o faturamento compensa os gastos com o aparelho;

5 – Confira se os prazos oferecidos são compatíveis com sua demanda;

6 – Confirme quais são as bandeiras aceitas e se elas atendem ao que seu cliente precisa;

7 – Verifique ainda se o equipamento é de fácil manuseio no dia a dia;

8 – Contate a empresa escolhida e se informe das exigências para adquirir ou alugar a máquina.

 

 

Ao longo deste texto, apresentamos algumas informações relevantes sobre a venda no cartão como possibilidade para sua pequena empresa. Optar por adotar ou não essa forma de pagamento é algo que depende do perfil de seus clientes, mas também das necessidades do seu negócio.

 

Ao avaliar todas as tarifas e ao compará-las com os ganhos a partir das vendas com cartão, o saldo no final será positivo? Qual o volume de vendas do seu negócio? Como se comporta a concorrência aí na sua região?

 

Um gestor cauteloso e perspicaz jamais reduzirá essa questão do cartão a uma mera opção de pagamento. O controle financeiro, incluindo contas a pagar e a receber, são partes fundamentais dentro dessa gestão.

 

 

Máquina de cartão de crédito ou débito também é Gestão Financeira.

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